Em 2005, uma equipa de arqueólogos da Universidade de Tübingen, liderada pelo professor Nicholas Conard, fazia escavações na caverna Hohle Fels, na região da Suábia, perto de Ulm, na Alemanha. O que encontraram mudou para sempre a visão sobre a vida íntima dos nossos antepassados: um objeto fálico de pedra polida, datado de cerca de 28.000 a 30.000 anos atrás, no período Aurignaciano da Idade da Pedra.
O artefacto não apareceu inteiro – foi reconstruído a partir de 14 fragmentos de siltstone (uma rocha sedimentar dura mas trabalhável). O resultado final impressiona: mede cerca de 20 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro, com uma forma realista e detalhes cuidadosos, incluindo anéis esculpidos na ponta que simulam a glande. O mais surpreendente é o brilho intenso do polimento, que indica uso frequente e prolongado – algo que não se explica apenas como decoração ou símbolo.
Embora haja debate (alguns sugerem que poderia servir para afiar ferramentas de sílex), o tamanho realista, a forma ergonómica e o desgaste uniforme apontam fortemente para utilização como acessório de prazer íntimo. Curioso: foi encontrado na mesma caverna que a famosa Vénus de Hohle Fels, uma estatueta feminina de marfim com traços exagerados, sugerindo que aqueles humanos pré-históricos já valorizavam representações de ambos os géneros de forma ousada e criativa.
Esta descoberta prova que a busca por momentos de relax e boa disposição pessoal acompanha a humanidade desde os tempos mais remotos – mesmo enquanto inventavam arte rupestre, ferramentas e sobreviviam à Era Glacial. Good vibes only, desde sempre!